Comitê de Ética e Disciplina orienta sobre a proibição de publicação de “selfies” e imagens em situação de trabalho, conforme resolução do CFM

18/04/2017

Além de orientar os associados que procuram atendimento sobre assuntos relacionadas a questões jurídicas e de comportamento no exercício médico, o Comitê de Ética e Disciplina, presidido pelo Dr. Marcelo Hueb, também está atento às resoluções do Conselho Federal de Medicina. A resolução 2.126/2015 do CFM determinou a proibição de postagem de "selfies" realizados durante o atendimento de pacientes, implicando diretamente na conduta médica e em seu comportamento online, já que indica também a necessidade de preservação de condições comparativas (fotografias do tipo "antes e depois"), propagandas de produtos e empresas específicas, técnicas não reconhecidas ou não aplicáveis, entre outros. "Tudo isso faz parte do ideal normativo que guia o comportamento médico. Precisamos nos atentar a hábitos que pareçam comuns, mas que podem ferir as regras do CFM", afirma o Dr. Marcelo Hueb.

 

Com o advento das redes sociais, as questões de privacidade se tornaram mais fluídas e complexas. A divulgação de dados e imagens pode tomar proporções grandiosas, expondo o paciente e com potencial para prejudicar a carreira médica. Por isso, toda a cautela é necessária. "Estar a par dessas determinações é fundamental para nós, do Comitê de Ética e Disciplina, porque é somente dessa forma que poderemos fornecer o subsídio necessário para a orientação aos associados", ressalta Dr. Hueb, que destaca também a forma como a manutenção de uma postura de privacidade é uma necessidade de toda a classe médica. "Uma conduta adequada remete ao respeito na relação médico-paciente e reflete na preservação da Otorrinolaringologia de um modo geral", aponta.

 

Nos casos em que o registro fotográfico é necessário, fazem-se necessárias algumas medidas, como aponta Dr. Roberto Meirelles, membro do Comitê de Ética e Disciplina. "É fundamental a assinatura de termo de consentimento para exposição de fotografias. O termo pode ser usado para publicação em revistas médicas e, mesmo assim, com proteção com tarja preta nos olhos e cientes da questão da revista ser lida por público leigo na internet, o que gera uma situação conflitante, já que muitas revistas são de leitura livre", afirma.

 

A ABORL-CCF oferece assessoria jurídica aos associados que tenham interesse e, além disso, mantém-se aberta para o esclarecimento de dúvidas que se relacionem a esse assunto. "Prestamos atendimento aos associados que nos procuram para esclarecer temas diversos dentro da égide da ética médica. Pedimos a todos os que possuam dúvidas sobre essas questões que nos procurem para que, juntos, possamos discutir esses importantes tópicos e orientá-los da melhor forma possível", completa Hueb. 

 

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